Caipira memo!


A cena da música sertaneja está cada vez mais lotada de duplas de São Paulo capital ou outros estados, como Goiânia e, nisso, esquecemos de olhar o nosso próprio quintal, como, por exemplo, na cidade interiorana de São Carlos. A dupla Pedro e Fábio teve início em 2001, quando ambos, vocalistas da banda de baile Rota do Sol, decidiram tentar seguir a paixão pela música caipira.

Nisso começaram a rodar nos barzinhos e pequenos eventos da cidade, tocando apenas cover de conceituadas duplas. Mesmo assim, os dois cantores optaram por continuar com a banda de baile, que teve pequenas modificações nos integrantes e trocou o nome para Conexão Pirata.

Em 2007 a dupla venceu na categoria “voto popular” do concurso “Viola de todos os cantos” produzido pela EPTV, filial da TV Globo da região de São Carlos. Esse fato deu grande ajuda na divulgação da Pedro e Fábio que, no momento, conta com seis músicas de autoria própria e um empresário.

Ainda assim Fábio, o entrevistado para esse texto, tem seu emprego. Segundo ele mesmo “Não dá pra viver só disso. Eu ainda faço porque gosto, seria como o meu futebol do fim de semana.”

A dupla, que no sábado dia 08/11 abriu o show do Gino e Geno, pode ser vista em barzinhos ou eventos que costumam ter sua data divulgada poucos dias antes, mas farão um show grande na festa de fim de ano da Tapetes São Carlos no dia 13/12.

O site deles é o www.pedroefabio.com.br e podem ser contatados através do número (016) 9107-7447 ou pelo e-mail pedroefabio@terra.com.br

Bonecos e psicologia.


Teatro de bonecos não precisa necessariamente ser coisa de criança. Ou, pelo menos, vazio de conteúdo e com uma mensagem simplória e já bastante explorada.A Cia. Ânima de Teatro e Performance, de Bauru, trabalha com espetáculos de bonecos que aliam diversão e reflexão. O grupo, formado pelos artistas Susan Lopes e Carlos Meloni, vem ganhando diversos prêmios.

Porém, a vontade de fazer o público refletir e reagir às obras parece ser o que realmente o move. Prova disso é o espetáculo “It”, lançado no ano passado. “It” conta a história do personagem de mesmo nome, de seu nascimento até a morte, utilizando uma linguagem não-verbal aliada a arquétipos daquilo que o psiquiatra suíço Carl Jung chamou de “inconsciente coletivo”. Outra referência é a escritora Clarice Lispector, que relacionou o It ao clímax da existência e da significação. A trilha sonora do espetáculo é um caso à parte. Segue a teoria Waldorf, que diz que cada fase do desenvolvimento do ser humano está associada a um tipo de instrumento musical. Assim sendo, o crescimento do personagem é acompanhado por diferentes sons e texturas musicais.

Susan e Carlos atualmente dedicam-se a montagem do espetáculo “Photomatom e Vox”, amparados pela Lei de Estímulo À Cultura do Município de Bauru, e continuam apresentando “It” em diversas cidades do estado. Vale a pena conferir este trabalho original, que carrega uma extensa pesquisa, mas que não abre mão da diversão e do tom lúdico próprios desse tipo de arte.

O peso do interior!

A banda Marsh Gas, com origem em Rio Claro, representa bem a vertente cada vez mais recorrente do rock, dos gritos esguelados ou guturais, do modo de tocar agressivo e a complexidade musical que reside nesse tipo de som.

Em 1998 a banda inicia as atividades com o nome Children e começa a jornada, já com a formação que prevalece até hoje: Andrey no vocal, Piu na guitarra, Lucas no baixo e Lon na bateria. Nessa época as setlists dos shows eram inteiras de sons cover de bandas new metal ou metalcore da época. Isso criava atração nos lugares em que passavam, pois executavam muito bem a tarefa de reprodução dos sons que já rolavam nos cd players das pessoas que curtiam os estilos musicais.

Em 2000 a vontade de fazer som e a criatividade tornaram-se mais fortes e a banda, mudando o nome pra Marsh Gas, começa a criação dos chamados “sons próprios.” Os shows diminuíram consideravelmente em sua duração, pois eram tocados apenas 2 covers, dessa vez de bandas mais undergrounds, e o humilde repertório de 4 músicas próprias. Como ressalta Andrey “Antes todo mundo pulava e curtia nos shows do Children do começo ao fim. Agora tínhamos que ficar olhando pra um monte de caras querendo julgar. A aceitação e a probabilidade da pessoa ir são menores. Ninguém quer pagar pra ver um negócio que não sabe se vai gostar.”

Ainda assim, o Marsh Gas foi conquistando cada vez mais a cena underground do interior paulista, sendo reconhecidos em outras cidades em que faziam shows. Mas vem o principal problema: essa cena ainda está em crescimento e isso não enche o tanque de gasolina de ninguém. Os membros da banda foram seguindo seus caminhos e se afastando. Com o afastamento, os lugares de shows vão esquecendo e esse ciclo vicioso tende a afundar bandas.

O EP (CD com um número menor de músicas) que está sendo gravado no estúdio Canil em Campinas há 5 anos, devido a incompatibilidade nos horários de trabalho/estudo dos integrantes, mostra sinais de finalização e pode começar a ser esperado novamente. Além disso, o videoclipe da musica “campeão” está em sua arte-final. Com isso, o Marsh pretende reentrar na cena, para contribuir com o crescimento no cenário underground e deixar sua idéia.

Para a galera que quiser dar uma conferida no som do videoclip é só entrar em www.myspace.com/marshgasmusic

Pequeno grande mestre.


Apesar de sediado na Bahia, onde ensina capoeira desde o final dos anos 1940, o mestre capoeirista João Pequeno plantou sementes também no interior de São Paulo.

O projeto Capoeira Angola de Mestre João Pequeno do campus de Bauru da UNESP vem desde 2004 promovendo encontros que envolvem treinamento corporal e musical e pesquisas a respeito das tradições dessa arte africana. A direção do projeto é do Mestre Pé de Chumbo, discípulo de João Pequeno. Atividade física, estilo de luta, dança. O universo da capoeira abriga tudo isso e muito mais. É terreno fértil para o estudo de uma das culturas formadoras do povo brasileiro. Além do ensino dos movimentos da capoeira Angola, há também a introdução aos diversos instrumentos musicais que compõem a roda, e a transmissão da história e dos preceitos morais que envolvem a arte.

Apesar do nome, a capoeira Angola foi criada no Brasil por negros na época da escravidão, e, para evitar que essa tradição se perca no obscurantismo, o projeto tenta se espalhar pelo maior número de locais possíveis. Que o diga as comunidades do bairro Ferradura Mirim e as crianças do Centro de Convivência Infantil Gente Miúda da UNESP Bauru, atendidos pelos integrantes do grupo. Os encontros acontecem no campus, quatro vezes por semana, e estão abertos também para quem não é aluno da universidade.

Mistura que dá vontade de dançar!


Em 2007, estudantes da Unesp e da USC de Bauru foram curtir o XVI Festival de Música Popular Brasileira da Unesp de Ilha Solteira, se conheceram, trocaram idéias e decidiram formar uma banda. Nascia então a Filha Solteira, formada por Thiago Russo, Tatiana Koschelny, Raul Lorenzeti, Danilo Porco e Eduardo Dubowski.

As canções são compostas em conjunto pelos integrantes, que nunca conseguiram definir o estilo musical da banda. Vale tentar: mistura samba, rock, funk... resumindo tudo isso, é música pra dançar! Uma mistura boa com influências de Chico Buarque, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Farofa Carioca, Steve Wonder e Beatles.

Além de tocar nas famosas festas de república de Bauru, a banda já participou de eventos maiores como o 3° Festival de MPB de Sorocaba, XVII Festival Interunesp de MPB em Ilha Solteira, abertura de congressos, além de abrir o show da banda pernambucana Mundo Livre S/A em Bauru.

A Filha, como é chamada pelos integrantes, gravou um EP com cinco faixas, que deve ser lançado muito em breve. Enquanto isso, as canções podem ser baixadas no myspace oficial da banda (www.myspace.com/filhasolteira).

Quem estiver em Bauru na próxima quinta, dia 13/11, pode conferir o som da banda ao vivo no Red Snooker Bar, na Avenida Duque de Caxias.

Estréia primeiro longa feito em Marília.

Estreou no último dia 08, no Teatro Municipal de Marília, o longa-metragem Quando o céu era azul, do diretor Alexandre Estevanato. O filme mistura humor e drama ao narrar a história de jovens amigos que cresceram em Marília durante a década de 1990. Estevanato afirma em entrevista ao Jornal da manhã que “o filme promete surpreender através de sua estética de narração”.

O filme foi gravado em julho e todos os atores são de Marília. Parte da equipe de produção foi selecionada através de testes para auxiliar as gravações. Na estréia, a entrada para assistir ao filme era um quilo de alimento não perecível; todo o alimento arrecadado foi doado para instituições de caridade de Marília.

Com a estréia, o plano agora é exibir o filme em festivais e competições de longas-metragens em todo o país. O filme também poderá ser exibido em escolas e outras instituições.

Interessou? Veja o trailler no YouTube!


Mais informações no telefone (14) 9727 6954.